No mês de maio, o faturamento bruto da indústria nacional de máquinas e equipamentos foi de R$ 5,87 bilhões, valor 12,94% superior ao do mês anterior e 13,67% superior ao de maio de 2009. No acumulado de janeiro a maio, o faturamento do setor atingiu R$ 27,75 bilhões, superando em 15,27% o valor acumulado no mesmo período do ano passado. Vale notar, porém, que esse valor é ainda 11,64% inferior ao do mesmo período de 2008.
Apesar de ter registrado uma forte recuperação nas suas vendas – pelo menos em relação ao ano passado –, o setor observa com preocupação o aumento do déficit em sua balança comercial. “Enquanto as exportações passaram de US$ 3,13 bilhões FOB de janeiro a maio de 2009 para US$ 3,33 bilhões FOB no mesmo período de 2010, registrando um crescimento de 6,6%, as importações evoluíram de US$ 7,92 bilhões FOB para US$ 8,70 bilhões FOB, registrando um crescimento de 9,9%”, explica o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto. Para ele, a entidade nunca se posiciona contra as importações em geral, mas contra aquelas que não trazem nenhuma contribuição tecnológica ao país. Como exemplo, ele cita que a China já aparece em terceiro lugar na origem das importações do setor, com uma forte possibilidade de passar para a segunda posição, hoje ocupada pela Alemanha, no curto prazo, enquanto Índia, que até há pouco tempo não figurava nas estatísticas das importações de máquinas e equipamentos, agora já aparece em décimo lugar.
O consumo aparente doméstico (vendas + importações – exportações) também registrou uma significativa evolução no período de janeiro a maio, passando de R$ 34,50 bilhões no ano passado para R$ 37,18 bilhões este ano. O crescimento do faturamento e do consumo aparente foi acompanhado pelo nível de utilização da capacidade instalada, que registrou um crescimento de 2,3% na média do período, evoluindo de 80,1% para 81,9%. Luiz Aubert Neto argumenta, porém, que esse nível de ocupação se refere somente a um turno de trabalho, o que significa que o setor tem ainda muita capacidade para absorver futuros crescimentos da demanda.
A contratação de mão de obra também cresceu, passando de 232.200 para 242.331 pessoas empregadas pelo setor entre os meses de maio de 2009 e maio de 2010, o que significa uma evolução de 4,4%. No entanto, em relação ao mês de outubro de 2008, mês que antecedeu a crise na indústria de máquinas e equipamentos, o nível de emprego ainda se registra uma queda de 3,15%.
Fonte: Siderurgia Brasil - Edição 64
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